terça-feira, 31 de julho de 2012
Quero para mim...
… alguém que não reclame se eu ficar horas no telefone com uma amiga, que não saia da cama sem antes me dar bom dia e que não durma sem meu beijo de boa noite. Quero para mim alguém que não se importe se eu gritar assistindo meu time preferido de futebol jogar, que não ache estranho e fascinante meu olhar fixo na garota que patina no gelo na televisão, que me deixe ser o play2 na hora de jogar vídeo game. Quero alguém que alimente meu amor por rosas vermelhas, toque violão enquanto eu toco teclado e canto desafinadamente, que me ache linda com sua camiseta preferida e não se importe se eu de repente radicalizar no visual ou andar com roupas diferentes daquelas que as garotas usam para ir costumeiramente ao shopping. Quero alguém que me de livros de presente, que não se importe com minha obsessão por passar horas dentro de uma biblioteca ou livraria, que leia para mim quando meus olhos estiverem cansados, e que também adore ler. Quero alguém que deite do meu lado quando eu for assistir minhas séries e filmes favoritos e não ache irritante depois eu passar horas falando sobre os mesmos. Quero alguém que não enjoe do meu ciumes, que me abrace e diga que esta tudo bem depois de uma briga. Que ria do meu jeito desastrado e esquentado de ser. Que também fale palavrão, goste de sexo selvagem e não apenas me trate como um cristal, frágil demais. Que não ligue se eu ficar sem fazer as unhas as vezes, andar de meia pela casa e deixar o cabelo sempre bagunçado. Quero alguém que não me ache masculina quando eu assistir animes, jogar vídeo game ou me ver jogando bola. Alguém que tire o cigarro de entre meus dedos quando eu estiver ansiosa, o copo da minha mão quando eu estiver magoada, o livro do meu colo quando eu dormir sem querer. Quero mais de que alguém que segure minhas mãos. Eu quero carinho, proteção, companheirismo… Eu quero amor, mas não aquela amor dos filmes, eu quero amor de verdade.
domingo, 29 de julho de 2012
Namore uma garota que lê.
Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos. Encon
tre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas. Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criador pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro. Compre para ela outra xícara de café. Diga o que realmente pensa sobre Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice. É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa. É que ela tem que arriscar, de alguma forma. Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo. Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois. Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo. Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo. Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype. Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas. Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê. Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve. " - Rosemary Urquico, “Namore uma Garota que Lê”.
tre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas. Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criador pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro. Compre para ela outra xícara de café. Diga o que realmente pensa sobre Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice. É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa. É que ela tem que arriscar, de alguma forma. Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo. Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois. Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo. Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo. Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype. Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas. Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê. Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve. " - Rosemary Urquico, “Namore uma Garota que Lê”.
sábado, 26 de maio de 2012
Costume
Há um tempo atrás ouvi dizer que nada na vida é para sempre, que tudo passa, tudo muda. Mas hoje percebo que as pessoas podem mudar, perderem contato, seguirem suas vidas, mas existe algo que nunca será superado, e é o sentimento.
Anos vão se passar, você vai superar a pessoa, mas não o que sente por ela. Você jamais supera. O que acontece então? Você se acostuma! Acostuma ao fato de que ela não estará mais ali todos os dias, que vocês não vão mais se divertir como sempre, que ela vai seguir a própria vida e sem você. Se acostuma com a saudade, com a carência dela e, depois de um tempo, também se acostuma com a ideia de que essa pessoa ficará com outras pessoas, ou acabará por namorar uma única por anos.
Você também se acostuma ao fato de que não será mais o amuleto protetor daquela pessoa, pois ela passará a recorrer a outras pessoas quando precisar de ajuda. Mas você nunca deixará de querer ajuda-la, mesmo assim.
O fato é que você se acostuma a muitas e muitas coisas, exceto as reações do seu coração quando sonha com ela, quando a encontra sem querer na rua, ou num show. Seu coração sempre reagirá apaixonadamente àquela pessoa, mesmo que não perceba. Mas você saberá lidar com isso, sem esforço algum, pois você se acostumou a estar sem aquela pessoa.
E você nunca esquecerá tudo o que aprendeu ao lado dela, sempre lembrará sorrindo da primeira vez que se viram, dos momentos bons que tiveram. E aprenderá a deixar os momentos ruins totalmente de lado, para assim poder seguir em frente sem mágoas ou ressentimentos, que só fariam mau a você mesmo.
Segue em frente, mas não na certeza de que tudo será superado, que tudo será esquecido, porque não é assim que a vida funciona. Apenas levante a cabeça, sacuda a poeira e caminhe sem olhar para trás, na certeza de que coisas boas substituirão as coisas ruins que te aconteceram, na certeza de que você vai aprender a ser forte e feliz, sozinho.
Voa
Sou amante do vento, amante de noite, das águas que correm nos rios e vão ter ao mar. Sou o que a brisa leva, que a água purifica, que a lua ilumina. Nasci para ser livre, para ser pássaro, para colorir o céu.
Sem destino, sem fronteiras. O céu é minha casa, o mundo é infinito para mim. Não há vento ou tempestade que me impeçam de voar. Sou o que tudo enxerga, tudo conhece. Sou quem passa despercebido, que te guia sem saber. Sou tudo o que quero ser.
Meu combustível é o aroma das flores, o cheiro da chuva, o perfume das matas. Não preciso de dinheiro, bens materiais ou qualquer pessoa ao meu lado, só preciso das minhas asas e a vontade de voar. Posso viajar o mundo, posso morar onde quiser, posso observar as coisas mais lindas que existem no planeta.
Eu sou um pássaro. Um pássaro grande branco. Sou filha do sol, sou amante da lua. Sou quem eu quero ser. Eu sou um pássaro.
Desumanidade
O problema é que somos humanos. Não é isso o que sempre dizem? Errei, afinal sou humano. Menti, trai, não consegui; afinal, sou humano. Está certo, é isso ai. Ou quase. O “ser” humano, pelo que conclui, consiste em permitir-se falhar apenas por já ter falhado antes, é covardiar-se diante dos defeitos e deixar-los dominar a si. Humano é ser errado? Ser torto e incorrigível e ao final do dia orgulhar-se de tudo isso? Então que eu seja uma borboleta, que metamorfoseia-se até encantar o mundo com suas cores, até fazer a diferença. Não quero ser errante contentada. Que eu seja um peixinho colorido ou uma frágil formiga, mas que eu saiba exatamente que o que eu sou não define quem eu sou. Que eu saiba que posso ser cada vez melhor.
Não quero esperar, a vida inteira, a felicidade chegar até a mim quando posso alcança-la com um pouco de esforço, talvez apenas com uma ponta de pé - que hábito mais estupidamente humano. Não quero ficar sentada em casa, transbordando de orgulho, com um pote de sorvete em uma mão e o celular na outra, esperando ele tocar. Não quero olhar nos olhos de quem um dia amei e ver ali uma brasa viva de decepção. Ah, não! Nessa vida eu quero olhar para trás, algum dia, e ter certeza que fui o menos humana que pude ser.
Livros de auto-ajuda ou Conselhos de 1,99
Diziam que a vida é difícil, e que depois de um tempo a gente fica ranzinza. Diziam que as nuvens não são feitas de algodão. Disseram que a chuva alimenta as plantas mas que se nós ficássemos sob ela ficaríamos doentes. Então guardamos nossas danças para dentro das casas, escondidas de todos, com medo do que pudesse acontecer. Diziam que júpiter era um fracasso, mas por debaixo de tanta coisa sempre pode haver um sol. Não acredite no que te dizem, porque eu sempre achei que envelhecer é se aproximar do início, é voltar a ser criança.
Então se joga na chuva, põe os braços pro alto e sente cada pingo deslizar na pele, porque o que é mais simples traz a melhor felicidade grudada em si. Você é mais uma gota nessa água, mata a sede que te arranha a garganta, veja o que é bonito ao teu redor árido, vá viver! A rua é tua, faça dela teu palco e desligue o som da platéia. Não espere de braços cruzados o frio percorrer tuas espáduas e você perceber que já é o último ato, porque quando a cortina se fechar você vai querer ter dançado valsa e gritado e dito adeus e ter voado sem que houvesse qualquer limite nas nuvens.
Vai querer reunir netos em volta da tua poltrona e contar estórias de vida e lições que eles só vão querer aprender depois de passar pelo mesmo. Porque você sempre soube que a nossa hora um dia chegará, você vai querer ter se envolvido por furacões e ter se deixado rodopiar no amor e tão, mas tão intensamente, porque lago raso nunca dá um bom mergulho. Então se jogue no que é profundo. Não apenas se liberte, mas não deixe a tua mente te prender também.
Eu te levo até a ponta do precipício, assim a gente enxerga nas entranhas a vida, o valor. Aí você percebe que tem dentro de si a coragem de um mundo inteiro, a força de mil toneladas e a humildade de mil lágrimas. Vá iluminar todo mundo com teu brilho, vá aquecer todas as almas com o calor que você guarda no aconchego da tua mente. Porque você é muito mais do que parece ser, muito mais do que uma comédia romântica ou um livro que aperta o peito. Tira a estória decorada dessas tantas linhas que lê e a jogue na tua vivência, só não tem final feliz quem está vivo e não sabe viver.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Será que vale a pena?
Você se estrapola, se quebra todo por dentro, se vê sentado na frente do pc o dia inteiro e nada muda… Mas por que? Porque você se deixa chegar a esse ponto, como você consegue se machucar tanto por coisas tão pequenas? Acorda!
Olha para a frente, o que você vê? Tudo aquilo que deseja, que quer conquistar, que quer ser. Mas parado você não vai alcançar isso tudo nunca né? Olhe para os lados, quem você enxerga? Sua família, colegas, amigos… Ok, mas por quanto tempo você acha que essas pessoas continuaram ao seu lado se você continuar parado? Ahn? Eles vão é seguir a direção deles e você vai ficar pra trás logo logo. Por fim, olhe para trás…. Não viu nada não é? Aí é que está a questão, ninguém esta atrás de você, ninguém esta indo te resgatar, você esta solitário na solidão. Vale se afundar se ninguém vai bancar o salva vidas pra você? Claro que não. Você é o único prejudicado nisso tudo, o tempo perdido é todo e somente seu!
Então, querido, levanta dessa porra dessa cadeira e para de reclamar da vida! Vá correr atrás dos seus sonhos, vai fazer as coisas que você gosta, vá ser feliz! Aprenda a não se importar com quem não está se importando com você, aprenda a ser forte, ninguém gosta de gente depressiva. Somos atraídos por sorrisos, por alegria e não por tristeza. Quando mais você se afunda, mais longe aquela pessoa fica de você, percebe? Então levanta, e aprenda a viver! ;*
Fui ontem na estreia do filme Os Homens Que Não Amavam as Mulheres e só digo uma coisa: David Fincher mandou MUITO bem!
Há muito que não assisto à algum filme baseado em livro que valha a pena, e dessa vez eu me surpreendi. Eu já imaginava que o filme seria dos bons, afinal sempre achei o David um super diretor e, também, com a tecnologia dos EUA era de se esperar um filme ainda melhor que a versão sueca.
Abertura do filme e eu já quase tive um orgasmo. Que criatividade fantástica é aquela, meu Deus. O cara conseguiu descrever a história da Lisbeth, descreveu quem é Lisbeth só naquela abertura. Se prestarmos atenção aos detalhes, os detalhes principais da trilogia estão ali: O coquetel molotov e a transformação de Lisbeth Salander após todo o mal. O computador representa nada mais do que a Hacker que ela se tornou, a separação de corpos e o homem pegando fogo? Lisbeth e Zala. As mãos representam o estado que caiu sobre suas costas. O dragão representando sua tatuagem nas costas, que tem um significado enorme a respeito de quem é Lisbeth. Socos e mais socos, e com isso ela se fortalecendo… Não diz nada mais, nada menos, do que a vida dificil que ela levou e como soube ser forte e se virar sozinha. A abelha representa sua tatuagem no pescoço… David Fincher conseguiu fazer uma abertura de tirar o folego, principalmente de quem deu os livros da saga e conseguiu compreender a mensagem da animação.
(Video da abertura: http://www.youtube.com/watch?v=7K0FjQieQYw)
O filme teve longa duração e partes que contam pequenos detalhes do segundo livro, o que já foi uma preparação necessária para o segundo filme. David foi detalhista o suficiente para que o livro estivesse ali como deve. Muitas cenas que a versão sueca deixou de mostrar, focando apenas na investigação de Harriet, a versão norte americana mostrou. E fez o fez muito bem.
Claro, faltaram muitos detalhes no filme, mas relevantes. Por exemplo, no livro Mikael (é Mikael e não Miguel!) tem um caso com Cecília, antes de conhecer Lisbeth. Eles dormem juntos algumas vezes durante a investigação. Super relevante, né? Também não explicam muito bem que a Erika fica com o Mikael com o consentimento do marido, não é uma traição as escuras.
Uma coisa que não condiz exatamente como no livro é a cena em que os abusos sexuais à Lisbeth, por parte do tutor dela. Lisbeth ficou imovel e não se rebaixou e se dispos a fazer nada. Foi erro, ela pareceu ser frágil e dominável o que ela não é.
Enfim, David Fincher caprichou no filme e está de parabéns. Conseguiu transpor todo o suspense e ação do livro no seu filme, sem exagerar e nem deixar faltar nada, deixou tudo na medida certa. Será um filme que eu com toda certeza comprarei quando lançar o DVD, afinal, é o filme da minha trilogia preferida até o momento.
É uma pena Stieg Larsson não ter vivido o suficiente para ver o sucesso que são seus livros e os filmes maravilhosos que foram baseados nele. Parabenizo o David pelo seu excelente trabalho cinematográfico, mas o meu muito obrigada e meus parabéns vai mesmo é para o Stieg que escreveu uma história incrivel!
Foi emocionante assistir à esse filme e já aguardo ansiosamente pelo próximo, que assim como o segundo livro, tende a ser ainda melhor que o primeiro!
sábado, 14 de janeiro de 2012
Filha da lua.
Sou filha da lua. Quero sempre o vôo mais alto, a vista mais bonita, o beijo mais doce. Tenho um coração que quase me engole, uma força que nunca me deixa e uma rebeldia que às vezes me cega. Tenho um jeito de viver selvagem, mas sou mansa com quem merecer. Não gosto de café morno, de conversa mole, nem de noite sem estrela. Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante. E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida. Explicação mesmo, eu sei: não há. E me agarro no meu sentir porque, no fundo, só meu coração sabe. E esse mesmo coração que me guia e não quer grades nem cobranças, às vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase: O que eu quero mesmo? Por isso, eu te peço (de um jeito meio sem-vergonha, que é assim que eu costumo ser): se eu gostar de você, tenha a gentileza de não me deixar tão solta. Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não tente descobrir porque o mesmo refrão insiste em tocar tanto. Se eu gostar de você, tenha a delicadeza de também gostar de mim. E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou. Meio gato, meio gente. Desconfiada. E independente. E adoradora de todos os luxos e lixos do mundo. Quer me prender? Nem tente. Quer me adorar? A escolha é sua, meu amigo, vá em frente!
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Se não quiser adoecer...
Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças
como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.. Com o tempo a
repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar,
confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.
O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..
Se não quiser adoecer - "Tome decisão"
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A
indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é
feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder
vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de
doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.
Se não quiser adoecer - "Busque soluções"
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.
Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o
fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de
mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia
negativa que se transforma em doença.
Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que
está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando
toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com
muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.
Se não quiser adoecer - "Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos
algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os
que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,
destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é
sabedoria, bom senso e terapia.
Se não quiser adoecer - "Confie"
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria
liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não
há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em
Deus.
Se não quiser adoecer - "Não viva SEMPRE triste!"
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida
longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.
"O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças
como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.. Com o tempo a
repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar,
confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.
O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..
Se não quiser adoecer - "Tome decisão"
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A
indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é
feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder
vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de
doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.
Se não quiser adoecer - "Busque soluções"
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.
Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o
fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de
mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia
negativa que se transforma em doença.
Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que
está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando
toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com
muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.
Se não quiser adoecer - "Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos
algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os
que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,
destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é
sabedoria, bom senso e terapia.
Se não quiser adoecer - "Confie"
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria
liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não
há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em
Deus.
Se não quiser adoecer - "Não viva SEMPRE triste!"
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida
longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.
"O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Me.
Se você tem a chance de fazer o que lhe der vontade, faça. A vida é muito curta para arrependimentos!
Eu? Uma constante contradição irônica.
Escutando músicas, de anos atrás, que fizeram parte de inúmeros momentos da minha vida, me fazem pensar em como as coisas mudaram, de como são diferentes de quando eu era aquela garota com sonhos e desejos acumulados em seu interior, sendo esmagados entre ingenuidade e o medo. Me pergunto, quando foi que eu fiquei amarga e passei a não me importar com as pessoas a minha volta?
Não me lembro quando foi a ultima vez que cheguei em alguém e disse “me desculpe se eu te magoei, não foi a intenção”… Sempre há intenção em magoar, sempre se sabe que vai magoar. Não, não peço desculpas. Eu evito magoar, mas as vezes é inevitável, e se faço é porque acho viável, pelo menos para mim.
Sou o tipo de garota que faz o que quer apenas, só o que der vontade e jamais me arrependo. Não vou desperdiçar meu tempo com o que não estou afim de fazer, vou atrás apenas do que me faz bem, do que eu quero. Um dia quero uma coisa, no outro quero algo novo. Não é ligar o foda-se apenas, é simplesmente resolver ser feliz do meu jeito, sem me preocupar com a opinião alheia, meus conceitos nunca são os mesmos que os de todos. Porque diabos vou me importar com o que os outros pensam? Porque tenho que deixar de fazer algo que eu quero, que eu gosto, só porque a sociedade discrimina, ou só porque vou magoar alguém se o fizer? Eu tenho que pensar em mim, sempre… E depois, quem sabe, pensar nos outros. Quero envelhecer tendo na certeza de que fiz tudo o que senti vontade, sem me arrepender de não ter feito. Não quero dizer “se eu pudesse voltar no tempo, faria diferente”, mas sim “Porra, que bom que não dá pra voltar no tempo, porque não me arrependo de nada, e faria todas essas merdas de novo!”… Sabe porque? Porque naquele momento, por mais que fosse errado, o que eu fiz me fez feliz!
Ainda lembro daquela frase, e acho que sempre vou me lembrar… “Você é o tipo de garota que sai de casa com a faca na mão”… Isso ainda não mudou e eu continuo não me importando. Posso ter mudado um pouco em alguns aspectos, mas o principal sempre permanece, parece algo vital em mim.
Não sou o tipo de garota que faz draminha pra chamar atenção, eu dou de ombros e fim. Não gosto de ninguém pegando no meu pé, não gosto de ciuminho besta, não gosto que fiquem me julgando, criticando. Eu quero ser livre, sempre. Poder andar do jeito que eu quiser, com quem eu quiser, a hora que eu quiser e no lugar que eu quiser. Sou grossa, quieta, indiferente… Sou tudo isso desde que me conheço por gente. Não mudo por ninguém, só por mim mesma, se um dia achar necessário. E acho que gosto de ser sozinha… E muito.
Me surpreende eu conseguir ser doce com algumas pessoas, mas na medida certa. Posso dizer que essas pessoas são raras para mim, é como se nem fossem desse planeta. São como eu e eu sou como elas. Agradeço por saber que algumas pessoas tem pelo menos metade dos conceitos iguais aos meus. Talvez não sejam tão indiferentes como eu, talvez sejam até mais. Mas não importa, são diferentes para mim, e isso basta.
Vou vestir aquela roupa que você não gosta, pegar minha cerveja, sair com aqueles que você julga, ouvir o som que você discrimina, fazer o que você repugna e ser muito feliz. Sem mais.
#NP Matanza - Eu não gosto de ninguém
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
O carinho no cuidar
Me peguei recordando os momentos maravilhosos que vivi nos estágios de Enfermagem... Cada dia nos hospitais, na creche e UBS, os clientes e pacientes com o qual lidei, os profissionais com que trabalhei de alguma forma e não pude deixar de notar o sorriso que se abriu no meu rosto, tão naturalmente, tão sincero.
Não dá para explicar o sentimento bom, a alegria e a emoção que se sente ao ver um paciente debilitado segurar sua mão, depois de um procedimento incomodo e doloroso para ele, e ouvir um tão esforçado sussurro de "muito obrigada" e perceber o alívio que ele passou a sentir, mesmo que mínimo. Meus olhos se enchem de lágrimas só de lembrar das inúmeras vezes que tive minhas mãos seguradas com firmeza pelas deles, que me contagiei com o sorriso deles, ou que chorei escondido por eles. Quantas vezes voltei já sentindo saudade deles, pensando na lição que haviam me ensinado naquele dia e me questionando se não plantão seguinte colocariam tanta dedicação e amor aos cuidados com eles, se dariam a atenção que eles precisam tanto quanto eu dei a tarde toda.
Ainda hoje, me lembro de alguns em especiais, como por exemplo a Dona Ana, que me deixou uma saudade imensa, difícil de se explicar. Hoje eu só queria saber se ela esta bem, se continua aqui nesse mundo entre nós, se a família tem se importado mais com ela, se alguém ainda presta atenção naqueles olhos tão lindos e penetrantes, se alguém ainda segura aquela mão tão macia e conversa com ela, sorri para ela. Acho que de todos os muitos pacientes que tive em 6 meses de estágios, ela foi quem mais me marcou, quem mais deixou saudade. Não tinha um dia que eu não estivesse naquela clínica médica, que não passasse no quarto dela e ficasse um tempo ali na companhia dela, visse como ela estava, se precisava de alguma coisa. Espero, de verdade, que o melhor tenha ocorrido para ela, e que esteja muito bem, independente de onde.
Outros dias que marcaram foram os que houveram PCR, óbitos ou, até mesmo, ambos juntos. A emoção e o desespero que é sair correndo com uma maca por um elevador, corredor, até a emergência... Nesse momento percebe-se o quão valioso é o tempo, e o quanto cada segundo contado no relógio pode significar uma vida. Auxiliar um médico que está se esforçando ao máximo, suando frio, para salvar aquela vida. Estar ali sem saber onde ficam os remédios e materiais necessários, perder tempo procurando, enquanto quem sabia e devia estar ali ajudando, estava encostado na pia, alegando estar cansado, apenas aproveitando o fato de ter um estagiário ali para fazer o trabalho no seu lugar. Mas quem disse que só enfermeiros dão dessas? Nunca vou esquecer o médico que não se esforçou o suficiente para entubar uma paciente e nem dá médica que se recusou a entubar um senhor em PCR, na frente de todo mundo, enquanto ele foi a óbito. E a dor de ver as filhas deles chorando no meu ombro, quando na verdade elas deveriam estar felizes por o pai ter sobrevivo mais um dia. Não entendo porque algumas pessoas dedicam tantos anos estudando algo que não colocaram em prática, que não honraram o seu trabalho. O ser humano é mesmo muito estranho...
Também não posso me esquecer da alegria que é ver um paciente melhorar e receber alta, e te dar aquele abraço gostoso na hora de sair, agradecer por tudo. Não se pode desejar nada melhor do que o bem para eles, pois ninguém merece estar ali. E é por isso que eu me dedico, que eu estudo e dou o melhor de mim, para aqueles que acabam por chegar ali, possam voltar o mais rápido possível para os seus lares, saudáveis e fortes.
Outra coisa que marca é você esta ali com um paciente hoje, cuidar dele, ir embora achando que ele está bem e quando volta no dia seguinte recebe a notícia de que ele foi a óbito. Tamponar uma pessoa que esteve sobre seus cuidados até poucas horas atrás, da um aperto. Mesmo quando já se é esperado, quando ocorre a tal da "melhora da morte", nunca é facil perder alguém para Deus, alguém que você se dedicou tanto para estar bem e ter a oportunidade de viver mais e mais.
Ai que saudade de estar lá, diariamente, cuidando deles, rindo com eles, conversando, abraçando... Porque as vezes, o que eles realmente precisam, não é de remédios, banho ou outra coisa, é apenas que você esteja ali, que o escute, que converse com ele, segure a mão dele, faça-lhe um carinho... É o que eles mais gostam. E é tão bom ver o sorriso deles quando recebem isso. É tão gratificante, tão confortante.
Agradeço a Deus pelas lições que me ensinou nesses estágios, pelas vidas que eu ajudei a salvar e pelas que eu não fui capaz também, por cada dia, cada oportunidade que tive, cada pessoa que conheci. Só peço que permita que eu faça isso pro resto da minha vida!
Quero arranjar um emprego logo, para poder voltar á essa rotina tão cansativa e tão maravilhosa! *-*
Não dá para explicar o sentimento bom, a alegria e a emoção que se sente ao ver um paciente debilitado segurar sua mão, depois de um procedimento incomodo e doloroso para ele, e ouvir um tão esforçado sussurro de "muito obrigada" e perceber o alívio que ele passou a sentir, mesmo que mínimo. Meus olhos se enchem de lágrimas só de lembrar das inúmeras vezes que tive minhas mãos seguradas com firmeza pelas deles, que me contagiei com o sorriso deles, ou que chorei escondido por eles. Quantas vezes voltei já sentindo saudade deles, pensando na lição que haviam me ensinado naquele dia e me questionando se não plantão seguinte colocariam tanta dedicação e amor aos cuidados com eles, se dariam a atenção que eles precisam tanto quanto eu dei a tarde toda.
Ainda hoje, me lembro de alguns em especiais, como por exemplo a Dona Ana, que me deixou uma saudade imensa, difícil de se explicar. Hoje eu só queria saber se ela esta bem, se continua aqui nesse mundo entre nós, se a família tem se importado mais com ela, se alguém ainda presta atenção naqueles olhos tão lindos e penetrantes, se alguém ainda segura aquela mão tão macia e conversa com ela, sorri para ela. Acho que de todos os muitos pacientes que tive em 6 meses de estágios, ela foi quem mais me marcou, quem mais deixou saudade. Não tinha um dia que eu não estivesse naquela clínica médica, que não passasse no quarto dela e ficasse um tempo ali na companhia dela, visse como ela estava, se precisava de alguma coisa. Espero, de verdade, que o melhor tenha ocorrido para ela, e que esteja muito bem, independente de onde.
Outros dias que marcaram foram os que houveram PCR, óbitos ou, até mesmo, ambos juntos. A emoção e o desespero que é sair correndo com uma maca por um elevador, corredor, até a emergência... Nesse momento percebe-se o quão valioso é o tempo, e o quanto cada segundo contado no relógio pode significar uma vida. Auxiliar um médico que está se esforçando ao máximo, suando frio, para salvar aquela vida. Estar ali sem saber onde ficam os remédios e materiais necessários, perder tempo procurando, enquanto quem sabia e devia estar ali ajudando, estava encostado na pia, alegando estar cansado, apenas aproveitando o fato de ter um estagiário ali para fazer o trabalho no seu lugar. Mas quem disse que só enfermeiros dão dessas? Nunca vou esquecer o médico que não se esforçou o suficiente para entubar uma paciente e nem dá médica que se recusou a entubar um senhor em PCR, na frente de todo mundo, enquanto ele foi a óbito. E a dor de ver as filhas deles chorando no meu ombro, quando na verdade elas deveriam estar felizes por o pai ter sobrevivo mais um dia. Não entendo porque algumas pessoas dedicam tantos anos estudando algo que não colocaram em prática, que não honraram o seu trabalho. O ser humano é mesmo muito estranho...
Também não posso me esquecer da alegria que é ver um paciente melhorar e receber alta, e te dar aquele abraço gostoso na hora de sair, agradecer por tudo. Não se pode desejar nada melhor do que o bem para eles, pois ninguém merece estar ali. E é por isso que eu me dedico, que eu estudo e dou o melhor de mim, para aqueles que acabam por chegar ali, possam voltar o mais rápido possível para os seus lares, saudáveis e fortes.
Outra coisa que marca é você esta ali com um paciente hoje, cuidar dele, ir embora achando que ele está bem e quando volta no dia seguinte recebe a notícia de que ele foi a óbito. Tamponar uma pessoa que esteve sobre seus cuidados até poucas horas atrás, da um aperto. Mesmo quando já se é esperado, quando ocorre a tal da "melhora da morte", nunca é facil perder alguém para Deus, alguém que você se dedicou tanto para estar bem e ter a oportunidade de viver mais e mais.
Ai que saudade de estar lá, diariamente, cuidando deles, rindo com eles, conversando, abraçando... Porque as vezes, o que eles realmente precisam, não é de remédios, banho ou outra coisa, é apenas que você esteja ali, que o escute, que converse com ele, segure a mão dele, faça-lhe um carinho... É o que eles mais gostam. E é tão bom ver o sorriso deles quando recebem isso. É tão gratificante, tão confortante.
Agradeço a Deus pelas lições que me ensinou nesses estágios, pelas vidas que eu ajudei a salvar e pelas que eu não fui capaz também, por cada dia, cada oportunidade que tive, cada pessoa que conheci. Só peço que permita que eu faça isso pro resto da minha vida!
Quero arranjar um emprego logo, para poder voltar á essa rotina tão cansativa e tão maravilhosa! *-*
l’arte della lettura
Não é sempre que nos deparamos com um bom livro de ficção, já tive o prazer de viajar por mundos alucinantes escondidos nos mais diversos livros e, alguns, me forneceram momentos magníficos que me encarreguei de trazer, é claro, em forma de boas lembranças, na minha bagagem de volta a realidade.
Não será, jamais será, maluquice afirmar que as estórias contadas em livros são todas reais, se não fossem seriamos incapazes de reagir tanto, e de formas tão diversas, àquilo que nos é relatado. Acredite, a estória é real, aconteceu no seu mundo, você viu, você sentiu… Podem dizer que é apenas fruto da imaginação, mas se a própria imaginação é uma realidade do ser humano, por que os seus frutos haveriam de ser mentiras?
Livros são como pessoas, somos capazes de atribuir a eles qualidades e defeitos que, naturamente, também atribuimos as pessoas. Personagens se tornam companheiros, pessoas admiráveis, ou apenas meros intrusos, pessoas desgostosas. Torcemos para que aquele personagem específico tenha um futuro bacana, tanto quanto desejamos a felicidade a um amigo próximo. Julgamos, rimos, choramos, xingamos, reagimos ao desenrolar da estória como se fosse a história de uma pessoa querida do nosso meio social, ou até mesmo nossa própria história, na qual estamos sempre em busca daquilo que julgamos ser o melhor, o que nos faz verdadeiramente bem. E como é frustante quando o final da estória não é como gostariamos que fosse, não é? Mas aí é que está o bom do livro…
Na vida, temos o péssimo hábito de querer que tudo ocorra sempre da forma que nos convém, e quando somos contrariados agimos de forma ridícula (sim, ridícula!), fechando a cara e fazendo bira, na esperança que de alguém se importe e acabe por fazer nossa vontade. Em livros, não existe ninguém que possa reescrever um final, quando este não nos convém (sim, a J. K. Rowling é uma exceção!), e é por isso que livros são tão magníficos. Pensem, que graça teria se tudo fosse como nós desejamos? Se as estórias dos livros fossem todas do nosso jeito, não teríamos motivos para ler pois, de certa forma, já saberíamos o final, claro, ele seria aquele que nós imaginamos, que nós esperamos. Que coisa mais maçante!
Livros são para sempre, não são como jornais, revistas, ou até mesmo novelas. Os livros estarão sempre ali, pode ser relidos depois de anos e ainda farão sentindo, ainda serão mágicos, ainda farão parte do presente. Os livros são o que são, não são escritos nos moldes do público, são escritos da forma que deve ser. Não há cortes de cenas, não há limites de caracteres, não há linguagem limitada por padrões, eu posso escrever da forma que me for conveniente. Se o personagem do livro fala errado, eu vou escrever errado, ponto final. Pode-se escrever sobre tudo, desde drama, até erotismo, não existe um gênero definido para os livros. As pessoas vão comprar livros por se interessarem pelo seu conteúdo, sua estória, e não porque a sociedade decidiu que é necessário saber aquilo que conta, como os jornais ou essas revistas semanais/mensais, que nos “obrigam” a ler para nos mantermos atualizados e, com isso, temos mais ‘oportunidades de sucesso na vida’. Livros não são obrigatórios, e não serão cobrados em provas de concurso, ou entrevistas de emprego.
Existem diversos motivos, diversas situações, que me fazem gostar mais e mais de livros. Os livros me levam a um sítio de imaginação diferente, oculto, que só eu tenho acesso. Eu gosto da ideia de poder interpretar os detalhes descritos pelo autor do meu jeito, poder criar aquele personagem na minha imaginação, frequentar os lugares que eu criei baseando-me nas suas
descrições, e não de ter uma imagem fixa de tudo, como os filmes e seriados nos impõe. Gosto de carregar meus livros comigo, como sendo companhias permanentes, vitais para meu dia-a-dia. Gosto do físico dos livros, poder sentir a sua capa, viajar em sua produção, ler a hora que me der vontade, seja embaixo das cobertas ou na areia da praia. O livro físico eu posso chamar de meu, posso cuida-lo do meu jeito, posso presentear alguém, posso olhar para ele todos os dias, e jamais perder o contato com ele. Livros digitais nos impedem de viver isso, de ter esse contato físico, sem contar que podem ser editáveis, nunca se sabe se ele representa uma ‘cópia’ fiel do livro físico. Livros digitais não tem capa, não tem aquela sensação gostosa que é você olhar para capa, antes de ler, e imaginar mil coisa. Como é bom sentir o vento virar as páginas do livro, sentir o toque frágil das folhas, pequenos detalhes que para mim fazem a diferença, e que eu jamais poderei sentir através de um tela, seja ela qual for.
“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros.” (Bill Gates)
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Ausência
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinicius de Moraes
Virando páginas em direção ao amanhecer...
O hábito de ler é o que eu mais gosto. A sensação é indescritível. O melhor é ler a noite, já fiz tudo o que tinha para fazer durante o dia e não há mais motivos para interrupções, posso me prender ao mundo da leitura o tempo que eu quiser.
Ler me transporta para um lugar onde sou apenas eu, a estória e o silêncio. Não há com o que se preocupar. No mundo dos livros não existe a dor da realidade, o cansaço do dia-a-dia, as mágoas ou mesmo a saudade. É uma forma de se desligar te tudo aquilo que me consome, e de uma forma prazerosa. Substituo o caos pelo sossego.
Enquanto existirem livros para serem lidos, minha existência será feliz!
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