Fui ontem na estreia do filme Os Homens Que Não Amavam as Mulheres e só digo uma coisa: David Fincher mandou MUITO bem!
Há muito que não assisto à algum filme baseado em livro que valha a pena, e dessa vez eu me surpreendi. Eu já imaginava que o filme seria dos bons, afinal sempre achei o David um super diretor e, também, com a tecnologia dos EUA era de se esperar um filme ainda melhor que a versão sueca.
Abertura do filme e eu já quase tive um orgasmo. Que criatividade fantástica é aquela, meu Deus. O cara conseguiu descrever a história da Lisbeth, descreveu quem é Lisbeth só naquela abertura. Se prestarmos atenção aos detalhes, os detalhes principais da trilogia estão ali: O coquetel molotov e a transformação de Lisbeth Salander após todo o mal. O computador representa nada mais do que a Hacker que ela se tornou, a separação de corpos e o homem pegando fogo? Lisbeth e Zala. As mãos representam o estado que caiu sobre suas costas. O dragão representando sua tatuagem nas costas, que tem um significado enorme a respeito de quem é Lisbeth. Socos e mais socos, e com isso ela se fortalecendo… Não diz nada mais, nada menos, do que a vida dificil que ela levou e como soube ser forte e se virar sozinha. A abelha representa sua tatuagem no pescoço… David Fincher conseguiu fazer uma abertura de tirar o folego, principalmente de quem deu os livros da saga e conseguiu compreender a mensagem da animação.
(Video da abertura: http://www.youtube.com/watch?v=7K0FjQieQYw)
O filme teve longa duração e partes que contam pequenos detalhes do segundo livro, o que já foi uma preparação necessária para o segundo filme. David foi detalhista o suficiente para que o livro estivesse ali como deve. Muitas cenas que a versão sueca deixou de mostrar, focando apenas na investigação de Harriet, a versão norte americana mostrou. E fez o fez muito bem.
Claro, faltaram muitos detalhes no filme, mas relevantes. Por exemplo, no livro Mikael (é Mikael e não Miguel!) tem um caso com Cecília, antes de conhecer Lisbeth. Eles dormem juntos algumas vezes durante a investigação. Super relevante, né? Também não explicam muito bem que a Erika fica com o Mikael com o consentimento do marido, não é uma traição as escuras.
Uma coisa que não condiz exatamente como no livro é a cena em que os abusos sexuais à Lisbeth, por parte do tutor dela. Lisbeth ficou imovel e não se rebaixou e se dispos a fazer nada. Foi erro, ela pareceu ser frágil e dominável o que ela não é.
Enfim, David Fincher caprichou no filme e está de parabéns. Conseguiu transpor todo o suspense e ação do livro no seu filme, sem exagerar e nem deixar faltar nada, deixou tudo na medida certa. Será um filme que eu com toda certeza comprarei quando lançar o DVD, afinal, é o filme da minha trilogia preferida até o momento.
É uma pena Stieg Larsson não ter vivido o suficiente para ver o sucesso que são seus livros e os filmes maravilhosos que foram baseados nele. Parabenizo o David pelo seu excelente trabalho cinematográfico, mas o meu muito obrigada e meus parabéns vai mesmo é para o Stieg que escreveu uma história incrivel!
Foi emocionante assistir à esse filme e já aguardo ansiosamente pelo próximo, que assim como o segundo livro, tende a ser ainda melhor que o primeiro!

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