domingo, 29 de janeiro de 2012

Será que vale a pena?

Você se estrapola, se quebra todo por dentro, se vê sentado na frente do pc o dia inteiro e nada muda… Mas por que? Porque você se deixa chegar a esse ponto, como você consegue se machucar tanto por coisas tão pequenas? Acorda! 
Olha para a frente, o que você vê? Tudo aquilo que deseja, que quer conquistar, que quer ser. Mas parado você não vai alcançar isso tudo nunca né? Olhe para os lados, quem você enxerga? Sua família, colegas, amigos… Ok, mas por quanto tempo você acha que essas pessoas continuaram ao seu lado se você continuar parado? Ahn? Eles vão é seguir a direção deles e você vai ficar pra trás logo logo. Por fim, olhe para trás…. Não viu nada não é? Aí é que está a questão, ninguém esta atrás de você, ninguém esta indo te resgatar, você esta solitário na solidão. Vale se afundar se ninguém vai bancar o salva vidas pra você? Claro que não. Você é o único prejudicado nisso tudo, o tempo perdido é todo e somente seu!
Então, querido, levanta dessa porra dessa cadeira e para de reclamar da vida! Vá correr atrás dos seus sonhos, vai fazer as coisas que você gosta, vá ser feliz! Aprenda a não se importar com quem não está se importando com você, aprenda a ser forte, ninguém gosta de gente depressiva. Somos atraídos por sorrisos, por alegria e não por tristeza. Quando mais você se afunda, mais longe aquela pessoa fica de você, percebe? Então levanta, e aprenda a viver! ;*


Fui ontem na estreia do filme Os Homens Que Não Amavam as Mulheres e só digo uma coisa: David Fincher mandou MUITO bem!
Há muito que não assisto à algum filme baseado em livro que valha a pena, e dessa vez eu me surpreendi. Eu já imaginava que o filme seria dos bons, afinal sempre achei o David um super diretor e, também, com a tecnologia dos EUA era de se esperar um filme ainda melhor que a versão sueca.
Abertura do filme e eu já quase tive um orgasmo. Que criatividade fantástica é aquela, meu Deus. O cara conseguiu descrever a história da Lisbeth, descreveu quem é Lisbeth só naquela abertura. Se prestarmos atenção aos detalhes, os detalhes principais da trilogia estão ali: O coquetel molotov e a transformação de Lisbeth Salander após todo o mal. O computador representa nada mais do que a Hacker que ela se tornou, a separação de corpos e o homem pegando fogo? Lisbeth e Zala. As mãos representam o estado que caiu sobre suas costas. O dragão representando sua tatuagem nas costas, que tem um significado enorme a respeito de quem é Lisbeth. Socos e mais socos, e com isso ela se fortalecendo… Não diz nada mais, nada menos, do que a vida dificil que ela levou e como soube ser forte e se virar sozinha. A abelha representa sua tatuagem no pescoço… David Fincher conseguiu fazer uma abertura de tirar o folego, principalmente de quem deu os livros da saga e conseguiu compreender a mensagem da animação. 
O filme teve longa duração e partes que contam pequenos detalhes do segundo livro, o que já foi uma preparação necessária para o segundo filme. David foi detalhista o suficiente para que o livro estivesse ali como deve. Muitas cenas que a versão sueca deixou de mostrar, focando apenas na investigação de Harriet, a versão norte americana mostrou. E fez o fez muito bem.
Claro, faltaram muitos detalhes no filme, mas relevantes. Por exemplo, no livro Mikael (é Mikael e não Miguel!) tem um caso com Cecília, antes de conhecer Lisbeth. Eles dormem juntos algumas vezes durante a investigação. Super relevante, né? Também não explicam muito bem que a Erika fica com o Mikael com o consentimento do marido, não é uma traição as escuras.
Uma coisa que não condiz exatamente como no livro é a cena em que os abusos sexuais à Lisbeth, por parte do tutor dela. Lisbeth ficou imovel e não se rebaixou e se dispos a fazer nada. Foi erro, ela pareceu ser frágil e dominável o que ela não é. 
Enfim, David Fincher caprichou no filme e está de parabéns. Conseguiu transpor todo o suspense e ação do livro no seu filme, sem exagerar e nem deixar faltar nada, deixou tudo na medida certa. Será um filme que eu com toda certeza comprarei quando lançar o DVD, afinal, é o filme da minha trilogia preferida até o momento.
É uma pena Stieg Larsson não ter vivido o suficiente para ver o sucesso que são seus livros e os filmes maravilhosos que foram baseados nele. Parabenizo o David pelo seu excelente trabalho cinematográfico, mas o meu muito obrigada e meus parabéns vai mesmo é para o Stieg que escreveu uma história incrivel!
Foi emocionante assistir à esse filme e já aguardo ansiosamente pelo próximo, que assim como o segundo livro, tende a ser ainda melhor que o primeiro!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Filha da lua.

Sou filha da lua. Quero sempre o vôo mais alto, a vista mais bonita, o beijo mais doce. Tenho um coração que quase me engole, uma força que nunca me deixa e uma rebeldia que às vezes me cega. Tenho um jeito de viver selvagem, mas sou mansa com quem merecer. Não gosto de café morno, de conversa mole, nem de noite sem estrela. Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante. E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida. Explicação mesmo, eu sei: não há. E me agarro no meu sentir porque, no fundo, só meu coração sabe. E esse mesmo coração que me guia e não quer grades nem cobranças, às vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase: O que eu quero mesmo? Por isso, eu te peço (de um jeito meio sem-vergonha, que é assim que eu costumo ser): se eu gostar de você, tenha a gentileza de não me deixar tão solta. Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não tente descobrir porque o mesmo refrão insiste em tocar tanto. Se eu gostar de você, tenha a delicadeza de também gostar de mim. E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou. Meio gato, meio gente. Desconfiada. E independente. E adoradora de todos os luxos e lixos do mundo. Quer me prender? Nem tente. Quer me adorar? A escolha é sua, meu amigo, vá em frente!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Se não quiser adoecer...

Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças
como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.. Com o tempo a
repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar,
confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.
O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..

Se não quiser adoecer - "Tome decisão"
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A
indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é
feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder
vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de
doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções"
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.
Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o
fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de
mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia
negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que
está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando
toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com
muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos
algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os
que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,
destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é
sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie"
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria
liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não
há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em
Deus.

Se não quiser adoecer - "Não viva SEMPRE triste!"
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida
longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.

"O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Me.



Se você tem a chance de fazer o que lhe der vontade, faça. A vida é muito curta para arrependimentos!
Eu? Uma constante contradição irônica. 
Escutando músicas, de anos atrás, que fizeram parte de inúmeros momentos da minha vida, me fazem pensar em como as coisas mudaram, de como são diferentes de quando eu era aquela garota com sonhos e desejos acumulados em seu interior, sendo esmagados entre ingenuidade e o medo. Me pergunto, quando foi que eu fiquei amarga e passei a não me importar com as pessoas a minha volta?
Não me lembro quando foi a ultima vez que cheguei em alguém e disse “me desculpe se eu te magoei, não foi a intenção”… Sempre há intenção em magoar, sempre se sabe que vai magoar. Não, não peço desculpas. Eu evito magoar, mas as vezes é inevitável, e se faço é porque acho viável, pelo menos para mim. 
Sou o tipo de garota que faz o que quer apenas, só o que der vontade e jamais me arrependo. Não vou desperdiçar meu tempo com o que não estou afim de fazer, vou atrás apenas do que me faz bem, do que eu quero. Um dia quero uma coisa, no outro quero algo novo. Não é ligar o foda-se apenas, é simplesmente resolver ser feliz do meu jeito, sem me preocupar com a opinião alheia, meus conceitos nunca são os mesmos que os de todos. Porque diabos vou me importar com o que os outros pensam? Porque tenho que deixar de fazer algo que eu quero, que eu gosto, só porque a sociedade discrimina, ou só porque vou magoar alguém se o fizer? Eu tenho que pensar em mim, sempre… E depois, quem sabe, pensar nos outros. Quero envelhecer tendo na certeza de que fiz tudo o que senti vontade, sem me arrepender de não ter feito. Não quero dizer “se eu pudesse voltar no tempo, faria diferente”, mas sim “Porra, que bom que não dá pra voltar no tempo, porque não me arrependo de nada, e faria todas essas merdas de novo!”… Sabe porque? Porque naquele momento, por mais que fosse errado, o que eu fiz me fez feliz! 
Ainda lembro daquela frase, e acho que sempre vou me lembrar… “Você é o tipo de garota que sai de casa com a faca na mão”… Isso ainda não mudou e eu continuo não me importando. Posso ter mudado um pouco em alguns aspectos, mas o principal sempre permanece, parece algo vital em mim. 
Não sou o tipo de garota que faz draminha pra chamar atenção, eu dou de ombros e fim. Não gosto de ninguém pegando no meu pé, não gosto de ciuminho besta, não gosto que fiquem me julgando, criticando. Eu quero ser livre, sempre. Poder andar do jeito que eu quiser, com quem eu quiser, a hora que eu quiser e no lugar que eu quiser. Sou grossa, quieta, indiferente… Sou tudo isso desde que me conheço por gente. Não mudo por ninguém, só por mim mesma, se um dia achar necessário. E acho que gosto de ser sozinha… E muito. 
Me surpreende eu conseguir ser doce com algumas pessoas, mas na medida certa. Posso dizer que essas pessoas são raras para mim, é como se nem fossem desse planeta. São como eu e eu sou como elas. Agradeço por saber que algumas pessoas tem pelo menos metade dos conceitos iguais aos meus. Talvez não sejam tão indiferentes como eu, talvez sejam até mais. Mas não importa, são diferentes para mim, e isso basta. 
Vou vestir aquela roupa que você não gosta, pegar minha cerveja, sair com aqueles que você julga, ouvir o som que você discrimina, fazer o que você repugna e ser muito feliz. Sem mais.
#NP Matanza - Eu não gosto de ninguém

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O carinho no cuidar

Me peguei recordando os momentos maravilhosos que vivi nos estágios de Enfermagem... Cada dia nos hospitais, na creche e UBS, os clientes e pacientes com o qual lidei, os profissionais com que trabalhei de alguma forma e não pude deixar de notar o sorriso que se abriu no meu rosto, tão naturalmente, tão sincero.
Não dá para explicar o sentimento bom, a alegria e a emoção que se sente ao ver um paciente debilitado segurar sua mão, depois de um procedimento incomodo e doloroso para ele, e ouvir um tão esforçado sussurro de "muito obrigada" e perceber o alívio que ele passou a sentir, mesmo que mínimo. Meus olhos se enchem de lágrimas só de lembrar das inúmeras vezes que tive minhas mãos seguradas com firmeza pelas deles, que me contagiei com o sorriso deles, ou que chorei escondido por eles. Quantas vezes voltei já sentindo saudade deles, pensando na lição que haviam me ensinado naquele dia e me questionando se não plantão seguinte colocariam tanta dedicação e amor aos cuidados com eles, se dariam a atenção que eles precisam tanto quanto eu dei a tarde toda.
Ainda hoje, me lembro de alguns em especiais, como por exemplo a Dona Ana, que me deixou uma saudade imensa, difícil de se explicar. Hoje eu só queria saber se ela esta bem, se continua aqui nesse mundo entre nós, se a família tem se importado mais com ela, se alguém ainda presta atenção naqueles olhos tão lindos e penetrantes, se alguém ainda segura aquela mão tão macia e conversa com ela, sorri para ela. Acho que de todos os muitos pacientes que tive em 6 meses de estágios, ela foi quem mais me marcou, quem mais deixou saudade. Não tinha um dia que eu não estivesse naquela clínica médica, que não passasse no quarto dela e ficasse um tempo ali na companhia dela, visse como ela estava, se precisava de alguma coisa. Espero, de verdade, que o melhor tenha ocorrido para ela, e que esteja muito bem, independente de onde.
Outros dias que marcaram foram os que houveram PCR, óbitos ou, até mesmo, ambos juntos. A emoção e o desespero que é sair correndo com uma maca por um elevador, corredor, até a emergência... Nesse momento percebe-se o quão valioso é o tempo, e o quanto cada segundo contado no relógio pode significar uma vida. Auxiliar um médico que está se esforçando ao máximo, suando frio, para salvar aquela vida. Estar ali sem saber onde ficam os remédios e materiais necessários, perder tempo procurando, enquanto quem sabia e devia estar ali ajudando, estava encostado na pia, alegando estar cansado, apenas aproveitando o fato de ter um estagiário ali para fazer o trabalho no seu lugar. Mas quem disse que só enfermeiros dão dessas? Nunca vou esquecer o médico que não se esforçou o suficiente para entubar uma paciente e nem dá médica que se recusou a entubar um senhor em PCR, na frente de todo mundo, enquanto ele foi a óbito. E a dor de ver as filhas deles chorando no meu ombro, quando na verdade elas deveriam estar felizes por o pai ter sobrevivo mais um dia. Não entendo porque algumas pessoas dedicam tantos anos estudando algo que não colocaram em prática, que não honraram o seu trabalho. O ser humano é mesmo muito estranho...
Também não posso me esquecer da alegria que é ver um paciente melhorar e receber alta, e te dar aquele abraço gostoso na hora de sair, agradecer por tudo. Não se pode desejar nada melhor do que o bem para eles, pois ninguém merece estar ali. E é por isso que eu me dedico, que eu estudo e dou o melhor de mim, para aqueles que acabam por chegar ali, possam voltar o mais rápido possível para os seus lares, saudáveis e fortes.
Outra coisa que marca é você esta ali com um paciente hoje, cuidar dele, ir embora achando que ele está bem e quando volta no dia seguinte recebe a notícia de que ele foi a óbito. Tamponar uma pessoa que esteve sobre seus cuidados até poucas horas atrás, da um aperto. Mesmo quando já se é esperado, quando ocorre a tal da "melhora da morte", nunca é facil perder alguém para Deus, alguém que você se dedicou tanto para estar bem e ter a oportunidade de viver mais e mais.
Ai que saudade de estar lá, diariamente, cuidando deles, rindo com eles, conversando, abraçando... Porque as vezes, o que eles realmente precisam, não é de remédios, banho ou outra coisa, é apenas que você esteja ali, que o escute, que converse com ele, segure a mão dele, faça-lhe um carinho... É o que eles mais gostam. E é tão bom ver o sorriso deles quando recebem isso. É tão gratificante, tão confortante.
Agradeço a Deus pelas lições que me ensinou nesses estágios, pelas vidas que eu ajudei a salvar e pelas que eu não fui capaz também, por cada dia, cada oportunidade que tive, cada pessoa que conheci. Só peço que permita que eu faça isso pro resto da minha vida!
Quero arranjar um emprego logo, para poder voltar á essa rotina tão cansativa e tão maravilhosa! *-*

l’arte della lettura

Não é sempre que nos deparamos com um bom livro de ficção, já tive o prazer de viajar por mundos alucinantes escondidos nos mais diversos livros e, alguns, me forneceram momentos magníficos que me encarreguei de trazer, é claro, em forma de boas lembranças, na minha bagagem de volta a realidade.
Não será, jamais será, maluquice afirmar que as estórias contadas em livros são todas reais, se não fossem seriamos incapazes de reagir tanto, e de formas tão diversas, àquilo que nos é relatado. Acredite, a estória é real, aconteceu no seu mundo, você viu, você sentiu… Podem dizer que é apenas fruto da imaginação, mas se a própria imaginação é uma realidade do ser humano, por que os seus frutos haveriam de ser mentiras?
Livros são como pessoas, somos capazes de atribuir a eles qualidades e defeitos que, naturamente, também atribuimos as pessoas. Personagens se tornam companheiros, pessoas admiráveis, ou apenas meros intrusos, pessoas desgostosas. Torcemos para que aquele personagem específico tenha um futuro bacana, tanto quanto desejamos a felicidade a um amigo próximo. Julgamos, rimos, choramos, xingamos, reagimos ao desenrolar da estória como se fosse a história de uma pessoa querida do nosso meio social, ou até mesmo nossa própria história, na qual estamos sempre em busca daquilo que julgamos ser o melhor, o que nos faz verdadeiramente bem. E como é frustante quando o final da estória não é como gostariamos que fosse, não é? Mas aí é que está o bom do livro… 
Na vida, temos o péssimo hábito de querer que tudo ocorra sempre da forma que nos convém, e quando somos contrariados agimos de forma ridícula (sim, ridícula!), fechando a cara e fazendo bira, na esperança que de alguém se importe e acabe por fazer nossa vontade. Em livros, não existe ninguém que possa reescrever um final, quando este não nos convém (sim, a J. K. Rowling é uma exceção!), e é por isso que livros são tão magníficos. Pensem, que graça teria se tudo fosse como nós desejamos? Se as estórias dos livros fossem todas do nosso jeito, não teríamos motivos para ler pois, de certa forma, já saberíamos o final, claro, ele seria aquele que nós imaginamos, que nós esperamos. Que coisa mais maçante!
Livros são para sempre, não são como jornais, revistas, ou até mesmo novelas. Os livros estarão sempre ali, pode ser relidos depois de anos e ainda farão sentindo, ainda serão mágicos, ainda farão parte do presente. Os livros são o que são, não são escritos nos moldes do público, são escritos da forma que deve ser. Não há cortes de cenas, não há limites de caracteres, não há linguagem limitada por padrões, eu posso escrever da forma que me for conveniente. Se o personagem do livro fala errado, eu vou escrever errado, ponto final. Pode-se escrever sobre tudo, desde drama, até erotismo, não existe um gênero definido para os livros. As pessoas vão comprar livros por se interessarem pelo seu conteúdo, sua estória, e não porque a sociedade decidiu que é necessário saber aquilo que conta, como os jornais ou essas revistas semanais/mensais, que nos “obrigam” a ler para nos mantermos atualizados e, com isso, temos mais ‘oportunidades de sucesso na vida’. Livros não são obrigatórios, e não serão cobrados em provas de concurso, ou entrevistas de emprego.
Existem diversos motivos, diversas situações, que me fazem gostar mais e mais de livros. Os livros me levam a um sítio de imaginação diferente, oculto, que só eu tenho acesso. Eu gosto da ideia de poder interpretar os detalhes descritos pelo autor do meu jeito, poder criar aquele personagem na minha imaginação, frequentar os lugares que eu criei baseando-me nas suas 
descrições, e não de ter uma imagem fixa de tudo, como os filmes e seriados nos impõe. Gosto de carregar meus livros comigo, como sendo companhias permanentes, vitais para meu dia-a-dia. Gosto do físico dos livros, poder sentir a sua capa, viajar em sua produção, ler a hora que me der vontade, seja embaixo das cobertas ou na areia da praia. O livro físico eu posso chamar de meu, posso cuida-lo do meu jeito, posso presentear alguém, posso olhar para ele todos os dias, e jamais perder o contato com ele. Livros digitais nos impedem de viver isso, de ter esse contato físico, sem contar que podem ser editáveis, nunca se sabe se ele representa uma ‘cópia’ fiel do livro físico. Livros digitais não tem capa, não tem aquela sensação gostosa que é você olhar para capa, antes de ler, e imaginar mil coisa. Como é bom sentir o vento virar as páginas do livro, sentir o toque frágil das folhas, pequenos detalhes que para mim fazem a diferença, e que eu jamais poderei sentir através de um tela, seja ela qual for.

“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros.” (Bill Gates)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ausência

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces 
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto. 
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida 
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz. 
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado. 
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados 
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada 
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado. 
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face. 
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada. 
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite. 
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa. 
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço. 
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. 
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos. 
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir. 
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas. 
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.



Vinicius de Moraes

Virando páginas em direção ao amanhecer...


O hábito de ler é o que eu mais gosto. A sensação é indescritível. O melhor é ler a noite, já fiz tudo o que tinha para fazer durante o dia e não há mais motivos para interrupções, posso me prender ao mundo da leitura o tempo que eu quiser.
Ler me transporta para um lugar onde sou apenas eu, a estória e o silêncio. Não há com o que se preocupar. No mundo dos livros não existe a dor da realidade, o cansaço do dia-a-dia, as mágoas ou mesmo a saudade. É uma forma de se desligar te tudo aquilo que me consome, e de uma forma prazerosa. Substituo o caos pelo sossego.
  Enquanto existirem livros para serem lidos, minha existência será feliz!