Se você tem a chance de fazer o que lhe der vontade, faça. A vida é muito curta para arrependimentos!
Eu? Uma constante contradição irônica.
Escutando músicas, de anos atrás, que fizeram parte de inúmeros momentos da minha vida, me fazem pensar em como as coisas mudaram, de como são diferentes de quando eu era aquela garota com sonhos e desejos acumulados em seu interior, sendo esmagados entre ingenuidade e o medo. Me pergunto, quando foi que eu fiquei amarga e passei a não me importar com as pessoas a minha volta?
Não me lembro quando foi a ultima vez que cheguei em alguém e disse “me desculpe se eu te magoei, não foi a intenção”… Sempre há intenção em magoar, sempre se sabe que vai magoar. Não, não peço desculpas. Eu evito magoar, mas as vezes é inevitável, e se faço é porque acho viável, pelo menos para mim.
Sou o tipo de garota que faz o que quer apenas, só o que der vontade e jamais me arrependo. Não vou desperdiçar meu tempo com o que não estou afim de fazer, vou atrás apenas do que me faz bem, do que eu quero. Um dia quero uma coisa, no outro quero algo novo. Não é ligar o foda-se apenas, é simplesmente resolver ser feliz do meu jeito, sem me preocupar com a opinião alheia, meus conceitos nunca são os mesmos que os de todos. Porque diabos vou me importar com o que os outros pensam? Porque tenho que deixar de fazer algo que eu quero, que eu gosto, só porque a sociedade discrimina, ou só porque vou magoar alguém se o fizer? Eu tenho que pensar em mim, sempre… E depois, quem sabe, pensar nos outros. Quero envelhecer tendo na certeza de que fiz tudo o que senti vontade, sem me arrepender de não ter feito. Não quero dizer “se eu pudesse voltar no tempo, faria diferente”, mas sim “Porra, que bom que não dá pra voltar no tempo, porque não me arrependo de nada, e faria todas essas merdas de novo!”… Sabe porque? Porque naquele momento, por mais que fosse errado, o que eu fiz me fez feliz!
Ainda lembro daquela frase, e acho que sempre vou me lembrar… “Você é o tipo de garota que sai de casa com a faca na mão”… Isso ainda não mudou e eu continuo não me importando. Posso ter mudado um pouco em alguns aspectos, mas o principal sempre permanece, parece algo vital em mim.
Não sou o tipo de garota que faz draminha pra chamar atenção, eu dou de ombros e fim. Não gosto de ninguém pegando no meu pé, não gosto de ciuminho besta, não gosto que fiquem me julgando, criticando. Eu quero ser livre, sempre. Poder andar do jeito que eu quiser, com quem eu quiser, a hora que eu quiser e no lugar que eu quiser. Sou grossa, quieta, indiferente… Sou tudo isso desde que me conheço por gente. Não mudo por ninguém, só por mim mesma, se um dia achar necessário. E acho que gosto de ser sozinha… E muito.
Me surpreende eu conseguir ser doce com algumas pessoas, mas na medida certa. Posso dizer que essas pessoas são raras para mim, é como se nem fossem desse planeta. São como eu e eu sou como elas. Agradeço por saber que algumas pessoas tem pelo menos metade dos conceitos iguais aos meus. Talvez não sejam tão indiferentes como eu, talvez sejam até mais. Mas não importa, são diferentes para mim, e isso basta.
Vou vestir aquela roupa que você não gosta, pegar minha cerveja, sair com aqueles que você julga, ouvir o som que você discrimina, fazer o que você repugna e ser muito feliz. Sem mais.
#NP Matanza - Eu não gosto de ninguém